
O Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio) levou ao cenário nacional experiências desenvolvidas em unidades de conservação paraenses durante o XII Seminário sobre Áreas Protegidas e Inclusão Social (SAPIS), realizado no campus Darcy Ribeiro da Universidade de Brasília (UnB), em Brasília (DF). Considerado o principal evento técnico-científico brasileiro voltado ao debate sobre áreas protegidas e inclusão social, o encontro reuniu pesquisadores, gestores públicos, organizações da sociedade civil e representantes de unidades de conservação de diferentes regiões do país e da América Latina.
Durante a programação do seminário, equipes do Ideflor-Bio, vinculadas à Gerência da Região Administrativa de Belém (GRB) e da Rede Brasileira de Trilhas apresentaram três palestras voltadas à gestão participativa de unidades de conservação, educação ambiental e promoção da inclusão social em áreas protegidas. As experiências compartilhadas destacaram o processo de elaboração do Plano de Gestão da Área de Proteção Ambiental (APA) da Ilha do Combu, o trabalho de educação ambiental desenvolvido no Parque Estadual do Utinga Camillo Vianna e a implementação da Trilha Amazônia Atlântica como instrumento de integração territorial e fortalecimento comunitário.
Exposições -A palestra sobre a elaboração do Plano de Gestão da APA da Ilha do Combu foi conduzida pela analista ambiental do Ideflor-Bio, Deiliany Oliveira, que apresentou os avanços do processo de construção participativa do documento de gestão da unidade de conservação localizada na região insular da Grande Belém. A apresentação destacou a importância do envolvimento das comunidades tradicionais, moradores e instituições parceiras na definição de estratégias voltadas ao ordenamento territorial, uso sustentável dos recursos naturais e fortalecimento da governança ambiental da área protegida.
Já a palestra “Educação Ambiental em Unidade de Conservação Urbana Amazônica: Práticas e Aprendizagens no Parque Estadual do Utinga” foi apresentada pelas analistas ambientais Deiliany Oliveira e Rosângela Pinheiro. O trabalho destacou as ações de educação ambiental realizadas na área protegida, em Belém, com estudantes das redes pública e privada, visitantes e comunidade em geral, por meio de visitas guiadas, trilhas interpretativas, rodas de conversa, oficinas educativas e atividades de sensibilização ambiental.
Durante a apresentação, as analistas evidenciaram o papel do Parque Estadual do Utinga como espaço de educação não formal, promovendo a aproximação entre sociedade e natureza e ampliando a conscientização sobre a conservação da biodiversidade amazônica e dos recursos hídricos protegidos pela unidade de conservação. Também foi ressaltado que as atividades educativas têm fortalecido o sentimento de pertencimento dos participantes em relação ao parque, além de incentivar estudantes e visitantes a atuarem como multiplicadores da conservação ambiental em seus espaços de convivência.
Ecoturismo -A terceira palestra foi conduzida pelo gerente da Região Administrativa de Belém do Ideflor-Bio, Júlio Meyer, que apresentou a Trilha Amazônia Atlântica como ferramenta de inclusão social e valorização das unidades de conservação. A iniciativa conecta áreas protegidas estaduais e federais no Pará, fortalecendo o turismo de base sustentável, o uso público ordenado e a integração entre comunidades locais e os territórios conservados.
Segundo Júlio Meyer, a participação do instituto no seminário reforçou a importância de divulgar experiências bem-sucedidas de conservação desenvolvidas no Pará. “O SAPIS é hoje o maior evento brasileiro sobre áreas protegidas. A participação do Ideflor-Bio fortalece o nosso Sistema Estadual de Unidades de Conservação, promove a inclusão social nas nossas unidades de conservação e foi uma oportunidade incrível de divulgar ações do Instituto”, afirmou.
O gerente também destacou a recepção positiva do público às iniciativas apresentadas. “A apresentação do processo de elaboração do Plano de Gestão da APA da Ilha do Combu foi recebida com muito entusiasmo pelo público do evento, assim como a implementação da Trilha Amazônia Atlântica, que conecta unidades de conservação estaduais e federais no Pará”, acrescentou.
Além da divulgação das experiências paraenses, a participação no XII SAPIS proporcionou importante intercâmbio de conhecimentos com representantes de outras unidades de conservação do Brasil e da América Latina, ampliando o debate sobre educação ambiental, gestão participativa e uso público em áreas protegidas. O seminário integra os encontros técnico-científicos voltados às áreas protegidas e inclusão social, promovendo discussões sobre políticas públicas, diálogo de saberes, conexões territoriais e os desafios contemporâneos da conservação ambiental, reforçando o compromisso do Ideflor-Bio com a valorização do patrimônio natural amazônico e a aproximação entre sociedade e natureza.
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