
A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) realizou, nesta terça-feira (2), o evento “Semana do Meio Ambiente – Simulando Crises Ambientais em Vigilância em Saúde, Saúde do Trabalhador e Respostas às Emergências Climáticas”, com foco na integração das ações de vigilância e na preparação dos serviços para respostas rápidas e qualificadas frente às emergências climáticas e ambientais. O evento foi realizado na Escola de Governança Pública (EGPA), em Belém.
Organizado pelo Departamento de Vigilância Ambiental e de Saúde do Trabalhador (Dvast) da Sespa, o encontro realizou uma abordagem prática e interativa, baseada em simulações de cenários reais, análise de territórios e articulação entre as diferentes áreas da vigilância em saúde, incluindo vigilância ambiental, epidemiológica, sanitária, saúde do trabalhador e atenção primária.
“Por meio dessa atividade, destacamos a importância da integração entre ciência, sustentabilidade e saúde pública diante das transformações socioambientais que atingem a nossa região amazônica, no intuito de fomentar o diálogo interdisciplinar e fortalecer a construção de estratégias voltadas à preservação ambiental e à promoção da saúde coletiva”, relata a coordenadora da Visamb, Sirley Barros.
A programação iniciou com a abordagem feita pela diretora de Vigilância em Saúde da Sespa, Rosiana Nobre. Para ela, há um desafio muito grande de colocar o tema na pauta não apenas das emergências, mas também no acesso à água, nas questões climáticas e na qualidade do ar. “Que possamos nos concentrar na busca de alternativas que coloquem, de fato, esse assunto no cotidiano das gestões, da população e dos conselhos estaduais e municipais de saúde”, declarou.
Segundo Rosiana, a simulação de crises ambientais na Vigilância em Saúde é um método de real enquanto política pública e ao mesmo tempo uma estratégia pedagógica e operacional indispensável para testar a capacidade de resposta do Sistema Único de Saúde (SUS), treinar equipes e mitigar os impactos de desastres na saúde pública.
Nesse sentido, a degradação ambiental também produz impactos, cada vez mais, visíveis na saúde coletiva, segundo Roberta Souza, diretora de Vigilância Ambiental e Saúde do Trabalhador (Dvast), ao lembrar que doenças infecciosas emergentes surgem da interação entre seres humanos e meio ambiente. Dengue, zika, chikungunya e Covid-19 são exemplos de agravos associados ao comprometimento de habitats naturais e ao desequilíbrio dos ecossistemas.
Na sequência, os participantes discutiram o tema “O que você não vê, adoece”, em que foram apresentados dados locais e situações reais que impactam a saúde da população. Durante a manhã, houve momentos de acolhimento, integração entre as vigilâncias e orientações para a dinâmica da tarde, quando os participantes foram divididos em grupos para a atividade central “Raio-X do Território”, que consistiu na análise de cenários envolvendo água e eventos climáticos, utilizando mapas, indicadores e estudos de caso.
A atividade foi encerrada com a apresentação dos grupos, discussão técnica e síntese dos principais encaminhamentos.
VÍDEO Minuto Agência Pará: veja os destaques desta quinta-feira (11/06)
DESENVOLV. ECO... Festival Internacional do Chocolate e do Cacau é aberto em Altamira e reúne produtores de diversas regiões do Pará
OBRAS PÚBLICAS Governadora Hana Ghassan assina convênio para nova orla de Vigia
MEIO AMBIENTE TEDxAmazônia Salon Mulheres pelo Clima reúne forças femininas no Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia
TURISMO Governadora Hana Ghassan abre Pavilhão dos Municípios e destaca a força e a diversidade do Pará
SAÚDE Nova Farmácia de Medicamentos Especializados em Cametá amplia acesso a tratamentos de alto custo para pacientes do SUS Mín. 20° Máx. 31°

