
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade do Pará (Semas) realizou, na quarta-feira (4), na Plenária da sede da Semas, em Belém, a reunião do Centro Estadual Integrado Multiagência de Coordenação Técnica e Operacional (CIMAN-PA). A iniciativa busca fortalecer a integração entre os órgãos estaduais para o planejamento e execução das ações de prevenção, monitoramento e resposta às queimadas e incêndios florestais, diante da aproximação do período de maior risco de ocorrências no Pará.
O encontro reuniu representantes da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), Secretaria de Estado dos Povos Indígenas (Sepi), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-Bio) e Corpo de Bombeiros Militar do Pará e Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (CBM/PA-Cedec).
Presidida pelo secretário estadual de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas), Raul Protázio, a reunião promoveu o alinhamento das estratégias que serão desenvolvidas de forma integrada ao longo de 2026, reforçando o compromisso do Governo do Pará com a proteção dos recursos naturais, a segurança das populações e a redução dos impactos ambientais provocados pelo fogo.
Raul Protázio enfatizou que a integração entre os órgãos é fundamental para garantir respostas mais eficazes diante dos desafios impostos pelo período de estiagem. "Enfrentar as queimadas e os incêndios florestais exige planejamento, coordenação e atuação integrada. O CIMAN-PA é uma ferramenta estratégica que fortalece a articulação entre os órgãos estaduais, permitindo que as ações de prevenção, monitoramento e resposta sejam realizadas de forma mais eficiente. Nosso objetivo é proteger a população, preservar os recursos naturais e reduzir os impactos ambientais por meio de uma atuação cada vez mais antecipada e coordenada".
No encontro, foram apresentados cenários e projeções climáticas para os próximos meses, incluindo análises sobre possíveis influências de fenômenos meteorológicos e os períodos mais críticos para a ocorrência de queimadas no território paraense. As informações vão servir de base para o planejamento das ações preventivas e para a definição de estratégias de atuação conjunta entre os órgãos integrantes do CIMAN-PA.
Durante a plenária, também foi apresentada a situação climática prevista para o segundo semestre de 2026, período historicamente mais suscetível à ocorrência de queimadas e incêndios florestais no Pará. As análises permitiram aos órgãos participantes avaliar os principais desafios esperados para os próximos meses e alinhar medidas preventivas e estratégias de resposta de forma antecipada.
A programação também abordou a estrutura e o funcionamento da Sala de Situação, ferramenta estratégica para o monitoramento e acompanhamento das ocorrências em tempo real. O espaço permitirá maior integração entre as instituições, contribuindo para a troca de informações, o aprimoramento da comunicação interinstitucional e a tomada de decisões mais rápidas e eficientes durante o período de enfrentamento aos incêndios florestais.
O representante do Corpo de Bombeiros Militar do Pará, coronel Oliveira, reiterou a importância da atuação integrada entre os órgãos estaduais para fortalecer a prevenção e o combate aos incêndios florestais no estado. Segundo ele, a primeira reunião do CIMAN representou um avanço significativo na consolidação da governança prevista no Plano Estadual de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais (PEPIF 2026).
“A reunião marcou um momento importante para o fortalecimento da resposta coordenada aos incêndios florestais no Pará. Tivemos a participação de diversos órgãos estaduais, que reafirmaram o compromisso com uma atuação integrada e eficiente. Um dos principais encaminhamentos foi a construção do protocolo operacional da Sala de Situação, que vai reunir, em um único instrumento, os fluxos de acionamento, os canais de comunicação e as responsabilidades de cada instituição. Esse trabalho conjunto é fundamental para que possamos atuar de forma cada vez mais organizada e preparada diante dos desafios que se apresentam, especialmente considerando as previsões climáticas para os próximos meses.”
Outro destaque da reunião foi a apresentação da estrutura do Subprograma Estadual de Brigadas de Combate ao Fogo. Os participantes conheceram o planejamento operacional já em execução pelo Estado, incluindo a distribuição das bases estratégicas, a organização das equipes, os protocolos de atuação e a logística empregada para garantir respostas mais rápidas e eficientes às ocorrências de queimadas e incêndios florestais em diferentes regiões paraenses.
A agenda contemplou ainda a apresentação das ações de prevenção e capacitação previstas para este ano, incluindo atividades de formação, workshops, seminários e iniciativas desenvolvidas em parceria com instituições especializadas. O objetivo é ampliar a preparação técnica das equipes envolvidas e fortalecer a atuação preventiva junto aos municípios e comunidades mais vulneráveis aos impactos das queimadas.
Ao destacar os investimentos do Estado na prevenção e combate aos incêndios florestais, o diretor de Fiscalização Ambiental da Semas, Tobias Brancher, ressaltou a importância da atuação integrada e da estrutura permanente montada pelo Governo do Pará.
“O Pará vem fortalecendo sua capacidade de resposta às queimadas e aos incêndios florestais com uma estratégia que integra planejamento, prevenção e combate. Contamos com brigadas estaduais estruturadas em dez bases estratégicas, equipadas e capacitadas para atuar de forma rápida nas regiões mais suscetíveis às ocorrências. Esse trabalho é realizado de forma articulada entre diversos órgãos estaduais, o que garante mais eficiência nas ações de monitoramento, prevenção e combate ao fogo, contribuindo para a proteção da população, da floresta e dos recursos naturais do estado.”, destacou.
Monitoramento climático
Durante a plenária, foram apresentadas análises sobre o comportamento climático previsto para o segundo semestre de 2026, incluindo os possíveis reflexos de fenômenos como o El Niño, que historicamente podem contribuir para a redução das chuvas e o aumento das temperaturas na Amazônia. As projeções servirão de base para o planejamento das ações preventivas e para a definição de estratégias de resposta dos órgãos estaduais durante o período de maior risco de queimadas e incêndios florestais no Pará.
Sobre a importância do monitoramento contínuo das condições meteorológicas, o coordenador de Monitoramento Hidrometeorológico da SEMAS/PA (COMHAR), Antonio Sousa, ressaltou que o acompanhamento dos indicadores climáticos é fundamental para subsidiar a tomada de decisões e antecipar medidas de prevenção.
"Um dos nossos trabalhos consiste em acompanhar permanentemente a evolução dos indicadores climáticos e hidrometeorológicos que podem influenciar o cenário de queimadas no Estado. As análises apresentadas permitem identificar tendências para os próximos meses e fornecer informações estratégicas aos órgãos responsáveis pela prevenção e resposta. Quanto maior a capacidade de antecipação, mais eficientes serão as ações de planejamento e enfrentamento dos eventos extremos", destacou.
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