
No último domingo (21), o Festival de Ópera do Theatro da Paz iniciou a temporada da Grand Ópera La Traviata, a última da 25ª edição do festival. Devido à alta procura por ingressos, houve uma sessão extra no sábado que emocionou o público e causou uma verdadeira comoção.
La Traviata estreou em 1853, atravessou gerações e continua entre as mais encenadas no mundo todo. Com música de Giuseppe Verdi e libreto de Francesco Maria Piave, a obra é baseada no romance A Dama das Camélias, de Alexandre Dumas Filho.
O tenor paraense Márcio André Carvalho assina a produção geral da ópera e interpreta Alfredo Germont, o grande amor da protagonista. “Estou muito orgulhoso por ter sido convidado para trazer essa obra que está entre as mais reproduzidas do mundo. É uma história real baseada na Dama das Camélias, de Dumas Filho, que fez uma autobiografia e com a musicalidade extraordinária que Verdi traz, não poderia ter outra escolha para encerrar o Festival de Ópera do Theatro da Paz”, aponta.
Márcio também fala sobre a satisfação de ter os ingressos esgotados. “Me sinto muito emocionado, porque nós não tínhamos essa expectativa. Eu estava falando aqui com o meu amigo Rodolfo Giuliani, que é o barítono da ópera que veio de São Paulo para abrilhantar esse espetáculo, se tivessem cinco, seis récitas, provavelmente todas estariam com a casa cheia porque é uma ópera muito famosa”, conclui.
Fátima Gadelha esteve na plateia de domingo e conta que já participou de outras edições do festival de ópera, mas foi a primeira vez que assistiu "La Traviata". “A primeira vez que vi uma ópera, eu fiquei assim deslumbrada. Foi muito emocionante e comecei a trazer minha filha, que era criança, para ela conhecer e hoje ela ama. E hoje não foi diferente, achei lindo e é uma questão de emoção mesmo, é só sentir. Eu acho tão importante que todas as pessoas tenham essa oportunidade. Tem gente que diz que não entende, mas não precisa entender, é só se emocionar. A arte para mim é isso”, diz.
A Grand Ópera narra a história de Violetta Valéry, uma cortesã parisiense que vive um intenso romance com Alfredo Germont. Entre amor, renúncia e sacrifício, a obra conduz o público por uma das narrativas mais emocionantes e personagens profundamente humanos.
As próximas récitas ocorrem nos dias 22 e 23, segunda e terça-feira respectivamente, às 20h.
Texto: Juliana Amaral - Ascom Secult
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