
Desde 2019, o governo do Pará já entregou mais de três mil quilômetros de rodovias pavimentadas em todo o Estado, numa série investimentos estruturantes que vêm priorizando corredores viários estratégicos, ampliando a conexão entre municípios e integrando regiões historicamente isoladas - para garantir mobilidade e qualidade de vida à população e também o fortalecimento da infraestrutura necessária ao florescimento da economia e ao desenvolvimento sustentável do Pará.
Para se ter uma ideia da magnitude desse avanço, essa extensão de vias asfaltadas no Estado equivale à mesma distância entre Belém e a cidade de São Paulo, em linha reta, atravessando boa parte do território brasileiro. O resultado é uma rede viária mais moderna, segura e eficiente, capaz de fortalecer a mobilidade da população, reduzir custos logísticos e impulsionar o desenvolvimento econômico em todas as regiões paraenses.
A governadora do Pará, Hana Ghassan, destaca a importância estratégica desses investimentos, considerados uma prioridade do governo do Estado, para o fortalecimento da economia e para a garantia de mais segurança para quem vive, trabalha e circula pelas diversas regiões do Pará.
“O nosso governo está entregando obras aguardadas há décadas pela população. Estamos aproximando regiões, reduzindo distâncias, melhorando a mobilidade. Essas estradas garantem segurança para os paraenses que precisam desses caminhos todos os dias. E quando o asfalto chega, ele muda a realidade de várias comunidades. Pela estrada também vem desenvolvimento, também chega riqueza. Mas essas obras também valorizam a vida das pessoas. Elas acabam com a poeira, com a lama. E nós investimos para isso. Para melhorar a mobilidade, mas também para dar mais segurança e dignidade, para melhorar a vida aos paraenses”, ressalta a governadora Hana Ghassan.
Novo momento da logística do Estado
Poucos Estados brasileiros possuem dimensões territoriais tão desafiadoras quanto o Pará. Cortado por grandes rios, florestas e extensas áreas de difícil acesso, o Estado conviveu durante décadas com obstáculos logísticos que impactavam diretamente a vida da população, o escoamento da produção e o desenvolvimento regional. Nos últimos anos, porém, a série de obras estruturantes realizadas pelo governo do Estado vem mudando essa realidade e construindo uma nova rede de integração entre municípios e regiões paraenses.
Para o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Adler Silveira, o conjunto de investimentos representa uma mudança histórica na forma como o Pará se conecta internamente.
“Estamos promovendo uma transformação estrutural na infraestrutura paraense. São obras que geram integração, fortalecem a mobilidade, aumentam a segurança dos usuários e impulsionam o escoamento da produção. Cada rodovia pavimentada, cada ponte construída e cada novo corredor logístico significam mais oportunidades para a população, mais desenvolvimento econômico e mais qualidade de vida. Estamos encurtando distâncias e aproximando regiões que durante muito tempo enfrentaram dificuldades de conexão”, pontuou Adler.
Entre os principais marcos dessa transformação está a pavimentação da PA-256, entregue em 2024. Com aproximadamente 150 quilômetros de asfalto novo, a rodovia fortaleceu a integração da região do Rio Capim, conectando nove municípios do Nordeste paraense (Mocajuba, Cametá, Igarapé-Miri, Moju, Tailândia, Acará, Tomé-Açu, Ipixuna do Pará e Paragominas) e garantindo melhores condições de trafegabilidade para moradores, produtores rurais e transportadores.
A nova rodovia também solucionou um problema histórico, pois até então havia somente a opção de tráfego pela BR-010 (Belém-Brasília) para chegar à PA-150, que é rota para o sul e sudeste do Pará, além de desempenhar papel fundamental no escoamento da produção agrícola e pecuária, e facilitar o acesso da população aos serviços públicos e ao comércio regional.
“Nosso comércio depende do tráfego constante de caminhões pela PA-256, pois esses veículos realizam a retirada dos produtos e os transportam até os destinos finais. Por isso, falo com propriedade que as mudanças com a pavimentação foram muito positivas, garantindo o escoamento mais ágil e seguro dos nossos produtos. Conseguimos também expandir as vendas para outros municípios da região, fortalecendo a nossa atuação no mercado”, informou Marcelo Andrade, proprietário de um areal localizado no km-39 da rodovia.
TransUruará integra Baixo Amazonas e Xingu
No Oeste paraense, a PA-370, conhecida como TransUruará, tornou-se um símbolo da integração regional. Entregue em 2023, a rodovia pavimentada conecta o município de Uruará, na Região de Integração do Xingu, a Santarém, no Baixo Amazonas. A ligação entre as duas regiões criou uma alternativa logística estratégica para uma das áreas mais produtivas do Estado, beneficiando diretamente o transporte de grãos, a pecuária e o comércio local.
A obra encerrou anos de dificuldades enfrentadas por moradores e produtores, especialmente durante o período chuvoso, quando as condições da estrada comprometiam o deslocamento. O que antes representava quase um dia inteiro de viagem por estrada, hoje pode ser feito em menos de duas horas, encurtando distâncias e aproximando famílias, serviços e oportunidades.
“Antigamente, para sair daqui até Santarém ou Uruará, a gente demorava quase um dia inteiro pela estrada. Muitas vezes, a comunidade preferia ir de barco, mesmo levando mais de três dias de viagem, porque a estrada era muito difícil, cheia de lama e atoleiro. Hoje é diferente. Com o asfalto, em menos de duas horas a gente chega. Isso mudou completamente a nossa vida”, ponderou a dona de casa, Maria de Jesus, moradora da Comunidade Bênçãos de Deus, localizada às da rodovia.
Obras reduzem fretes
A relevância da TransUruará também se reflete na força produtiva da região. Segundo a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), Santarém se destaca na produção de soja (84,6 mil toneladas), milho (50,4 mil toneladas) e mandioca (44 mil toneladas), além de possuir um plantel de cerca de 1,3 milhão de galináceos. Já Uruará é o segundo maior produtor de cacau do Pará, com 19,3 mil toneladas, e mantém importante produção de mandioca, banana e um rebanho de 361,9 mil cabeças bovinas.
Dados da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater-PA) apontam que a pavimentação da rodovia contribuiu para uma redução média de 25% a 30% no custo do frete por tonelada transportada, além de praticamente eliminar as perdas por azedamento de leite in natura e derivados.
O abastecimento de produtos da agricultura familiar também ganhou regularidade, com aumento de 40% nas entregas de hortifrutigranjeiros. Na pecuária, que movimenta um rebanho bovino flutuante de aproximadamente 450 mil cabeças na região, o asfalto reduziu em até 8% a perda de peso dos animais durante o transporte para os frigoríficos. Esse conjunto de resultados reforça o papel da TransUruará como um corredor estratégico para o escoamento da produção regional e o fortalecimento da economia do oeste paraense.
PA-287 dinamiza Oeste do Estado
Outra importante entrega ocorreu com a pavimentação da PA-287, concluída em 2023. Com mais de 150 quilômetros de extensão, a rodovia fortaleceu a integração entre municípios do oeste do Estado, promovendo melhorias significativas na circulação de pessoas e mercadorias. A obra garantiu mais segurança aos usuários e impulsionou a economia regional ao reduzir custos logísticos e facilitar o acesso a mercados consumidores.
"Sem dúvida, a transformação aqui do Araguaia foi incrível. Após 50 anos residindo na região, testemunhei décadas de sacrifício enfrentando estradas precárias. Agora, com esse investimento, o governo reconhece as necessidades do interior, proporcionando uma mudança significativa para nós. Estamos satisfeitos com os resultados alcançados. Uma estrada asfaltada não apenas reduz os custos de manutenção para a comunidade, mas também garante segurança e previne acidentes. A gente só tem que agradecer", pontuou o morador Valteno Ferreira Brilhante.
Pontes
Além das rodovias, as pontes construídas pelo governo do Estado passaram a exercer papel estratégico na consolidação dessa nova malha de integração. A Ponte sobre o Rio Capim, por exemplo, eliminou a dependência de travessias por balsa em um importante eixo rodoviário do nordeste paraense. A estrutura reduziu o tempo de deslocamento, trouxe mais previsibilidade ao transporte de cargas e ampliou a segurança para quem utiliza a rota diariamente.
O Rio Capim, um dos mais importantes da região Nordeste do Pará, desempenha papel fundamental na dinâmica econômica local, sendo historicamente utilizado para atividades de transporte e produção.
No Sul do Estado, a Ponte sobre o Rio Fresco representa outro avanço significativo para a mobilidade regional. A estrutura de 480m² é a primeira construção deste tipo a ser erguida na localidade e fortaleceu a conexão de São Félix do Xingu com outros municípios de uma região marcada pela forte presença da agropecuária e da mineração, atividades que dependem diretamente de uma logística eficiente para garantir competitividade e crescimento econômico.
“Nos últimos 30 anos, não teve uma obra tão importante quanto essa ponte. O primeiro impacto foi na mobilidade e depois no tempo, no custo do transporte. Já aconteceu de eu esperar duas horas e meia para atravessar o rio. Agora estamos em um novo cenário e contamos isso com alegria”, comemora o motorista Márcio de Sena.
Na Região Metropolitana de Belém, a nova Ponte Icoaraci-Outeiro se consolidou como uma das principais obras de mobilidade urbana do Estado. A estrutura ampliou a capacidade de acesso à ilha de Outeiro, beneficiando milhares de moradores e fortalecendo a atividade turística em um dos destinos mais procurados da capital paraense.
A melhoria da conexão também impulsiona investimentos, facilita o deslocamento de trabalhadores e contribui para o desenvolvimento econômico da região.
Outro empreendimento que vem redefinindo a mobilidade metropolitana é a Avenida Liberdade. Considerada uma das maiores obras viárias em execução no Estado, a avenida cria um novo corredor de circulação na Região Metropolitana de Belém, oferecendo uma alternativa estratégica para desafogar o trânsito, melhorar a fluidez do tráfego e ampliar a integração entre os municípios metropolitanos.
A nova via também possui papel importante na segurança viária e no planejamento urbano, abrindo perspectivas para novos investimentos e expansão econômica ao longo de seu traçado.
Novas estradas
Enquanto importantes obras já foram entregues, novos projetos continuam avançando para ampliar a integração territorial paraense. Um dos destaques é a PA-151, que liga os municípios de Baião e Breu Branco, na região do Baixo Tocantins.
“A obra está em fase final de execução e deverá fortalecer a conexão entre municípios da região, facilitando o deslocamento da população e o transporte da produção local. Além dos impactos diretos para o Baixo Tocantins, a nova rodovia também contribuirá para a redução de distâncias entre importantes regiões do Estado, fortalecendo a logística regional e ampliando oportunidades de desenvolvimento”, explicou o secretário Adler.
Outro projeto histórico em andamento é a PA-368, a TransMarajó. A rodovia promete transformar a mobilidade em uma das regiões mais emblemáticas da Amazônia ao criar uma conexão inédita entre o arquipélago do Marajó e outras regiões paraenses.
“A obra beneficiará diretamente municípios marajoaras, impulsionando atividades como pecuária, pesca, extrativismo e turismo. Também facilitará o acesso da população a serviços públicos e fortalecerá a integração econômica regional”, informou o secretário Adler.
O arquipélago do Marajó, considerado a maior ilha fluviomarinha do planeta, possui cerca de 104 mil quilômetros quadrados de extensão, área superior à de países como a Islândia, que possui aproximadamente 103 mil quilômetros quadrados. Abrigando uma rica diversidade cultural, ambiental e econômica, a região reúne dezenas de comunidades, extensas áreas de campos naturais, rios e florestas, características que tornam a TransMarajó uma das obras mais simbólicas e estratégicas da infraestrutura paraense.
Ao conectar municípios, fortalecer cadeias produtivas e criar novos corredores de circulação, as grandes obras de infraestrutura em execução e já entregues consolidam um novo capítulo na história do Pará. Um capítulo marcado pela integração regional, pela modernização logística e pela construção de caminhos capazes de aproximar pessoas, oportunidades e desenvolvimento em todas as regiões do Estado.
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